Repercussão: Dia do Orgulho LGBTQIA+

por Caio Luiz Silva Barbosa

O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA + é comemorado nesta terça-feira (28). O tema se tornou um dos mais comentados nas redes sociais, além de ocupar posição de destaque no Google Trends, ferramenta que identifica os termos mais buscados na internet.

O dia 28 de junho foi escolhido para comemorar este dia por causa do “Stone Uprising”, ocorrido em 1969 em Nova York, Estados Unidos. Na época, bares LGBT foram proibidos de vender bebidas alcoólicas e algumas instituições, como o Stonewall Inn, pagaram propinas para impedir que os policiais “vendam os olhos” de beber.

Em 28 de junho de 1969, a polícia decidiu invadir um bar, espancando e prendendo clientes. Cansado da perseguição e discriminação da polícia, o partido decidiu lidar com os embaixadores. A multidão aderiu ao protesto, que durou dias e se tornou o primeiro ato de protesto da história da sociedade LGBTQIA+.

“28 de junho representa o dia da luta e da oposição. É um dia para nos orgulharmos de quem somos, mas também para celebrar aqueles que vieram antes de nós e lutaram para que hoje tenhamos a oportunidade de sair às ruas e levantar a nossa bandeira”, disse certa vez uma psicóloga e especialista em Saúde Pública. Psicoterapia em humanos. LGBTQIA+, Thais Christinne dos Santos Ventura.

O que significa a sigla LGBTQIA+?
Durante o Dia Mundial do Orgulho, uma das maiores dúvidas que surgem das redes sociais é o significado da palavra LGBTQIA+. De acordo com o Manual de Comunicação LGBTI+, elaborado pela Aliança Nacional LGBTI+, a identificação resumida é:

L (lésbicas): mulheres que se sentem atraídas pelo mesmo sexo;
G (gay): homens que se sentem atraídos sexualmente pelo mesmo sexo;
B (homens e mulheres): homens e mulheres que se sentem sexualmente excitados;
T (transgênero): pessoas que não identificam o gênero atribuído no nascimento;
Q (queer): uma palavra inglesa emprestada que significa pessoas que não se conformam ao gênero ou às normas de gênero;
Intersexo: pessoas com diferenças clínicas relacionadas a cromossomos ou órgãos reprodutivos ou sexuais, que não são compatíveis com processos binários (masculino ou feminino);
A (assexual): sentir-se sexualmente excitado ou completamente sexualmente anormal;
+: abriga todas as outras siglas e identidades que compõem o movimento, como homossexuais, etc.

Preconceito

De acordo com dados do relatório “As Mortes Violentas de LGBTI+Brasil – 2021”, divulgado pelo Grupo Gay da Bahia, o Brasil continua liderando o mundo na matança do maior número de pessoas LGBTQIA+ no mundo. Para se ter uma ideia do nível de violência que ainda está acontecendo, a expectativa de vida de uma pessoa no Brasil é de apenas 35 anos.
Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu cometer homofobia e transfobia. A decisão prevê que atitudes discriminatórias são puníveis pela Lei de Discriminação (7716/89).

A pena pode variar de um a três anos, com multa, e pode chegar a cinco anos se o ato de homossexualidade for divulgado na mídia, como as redes sociais.

De acordo com a Safernet Brasil, 66% das páginas online reportadas pela LGBTFobia em 2021 foram retiradas do ar. No ano passado, foram apresentadas queixas contra 3.479 páginas web da LGBTFobia e cerca de 2.300 sites foram removidos.

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