Minutos após Luiz Henrique Mandetta anunciar no Twitter a sua demissão, nesta quinta-feira, 16, a imprensa internacional começou a noticiar o acontecido. Os principais veículos destacaram a popularidade de Mandetta e o seu apelo em favor das medidas de isolamento social para conter a propagação da Covid-19 no Brasil, que já reportou 30.425 casos da doença e 1.924 mortes, segundo o Ministério.

Vários jornais internacionais publicaram a matéria, pelo fato de em meio a uma pandemia um Ministro da Saúde perder seu cargo.

Na América Latina, o argentino Clarín disse que a saída de Mandetta era “esperada, mas envolve enormes riscos políticos e de saúde, uma vez que o país deve entrar em breve no momento mais agudo da pandemia de coronavírus.”

Um jornal americano alega que a constante atenção dada pelos brasileiros ao embate entre o presidente e o ex-ministro ao longo desta semana ofuscou questões sobre a situação dos surtos da Covid-19 no país. “Dada a severamente limitada capacidade de testes no Brasil, acredita-se que os casos e as mortes estejam subnotificados significativamente. Mas grande parte do foco do país nos últimos dias estava na especulação generalizada de que Bolsonaro estava prestes a demitir Mandetta”.