Kate Moss nega que Johnny Depp a tenha empurrado escada abaixo: ‘Escorreguei’

A supermodelo prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (25), em um vídeo, no caso de Amber Heard e Johnny Depp. Kate negou que a atriz a tenha empurrado para uma viagem à Jamaica na década de 1990; 'Eu escorreguei escada abaixo e machuquei minhas costas'

por Gustavo Santos da Silva Resende

A supermodelo Kate Moss prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (25), em um vídeo, no caso de Amber Heard e Johnny Depp, ocorrido em Fairfax, Virgínia (EUA). Kate começou seu discurso dizendo que teve um relacionamento romântico com Johnny Depp entre 1994 e 1998. O depoimento de Kate foi seguido por uma psicóloga forense e, por fim, pelo próprio ator.

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A supermodelo negou que Johnny a empurrou escada abaixo durante uma viagem do ex-casal à Jamaica. Ele disse que escorregou na escada molhada e machucou as costas. Johnny teria lhe dado “apoio médico”.

Depp processa a atriz com um pedido de US$ 50 milhões de indenização, dizendo que ela o difamou quando alegou ter sido vítima de abuso doméstico. Heard abriu um outro processo, em que pede US$ 100 milhões, argumentando que Depp a difamou ao chamá-la de mentirosa.

Segundo a agência de notícias Reuters, os advogados do ator tentam convencer o júri de que Amber era a agressora na relação do ex-casal. Eles chamaram Moss como testemunha de refutação, depois de Heard ter afirmado sobre medo de Depp empurrar a sua irmã escada abaixo.

Ela disse, em testemunho, que se lembrava de “rumores” de que o ator teria empurrado Moss por um lance de escadas e, por isso, deu um tapa em Depp para impedi-lo de machucar sua irmã.
Em depoimento anterior, Depp disse aos jurados que ele nunca bateu em Heard e argumentou que foi ela quem se tornou violenta.

As alegações finais estão previstas para esta sexta-feira (27).

Amber e Depp se conheceram em 2011 durante as filmagens de “Diário de um jornalista bêbado”, e se casaram em fevereiro de 2015. O divórcio foi finalizado cerca de dois anos depois.

O processo se refere a um artigo de opinião de dezembro de 2018 de Heard que apareceu no jornal “Washington Post”. O artigo nunca mencionou Depp pelo nome, mas seu advogado disse aos jurados que estava claro que Heard estava se referindo a ele quando disse que era “uma figura pública representando abuso doméstico”.

Depp, que já foi uma das maiores estrelas de Hollywood, disse que as alegações de Heard lhe custaram “tudo”. Um novo filme de “Piratas” foi suspenso e Depp foi substituído na franquia de filmes “Animais Fantásticos”, um spin-off de “Harry Potter”.

Os advogados de Heard argumentaram que ela disse a verdade e que sua opinião estava protegida pela liberdade de expressão pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

Depp perdeu um caso de difamação há menos de dois anos contra o Sun, um tablóide britânico, que o rotulou de “espancador de esposas”. Um juiz da Suprema Corte de Londres decidiu que ele havia agredido Heard repetidamente.

Os advogados de Depp entraram com o caso nos EUA no condado de Fairfax, Virgínia, porque o Washington Post é impresso lá. O jornal não é réu.

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