Quebrando uma tradição de quase um século, pela primeira vez na história do Oscar, um filme estrangeiro leva a categoria de Melhor filme. Parasita teve seis indicações, vencendo quatro categorias: Melhor diretor, Melhor filme internacional, Melhor roteiro original e Melhor filme, deixando para trás produções predominantemente americanas. 

A vitória inédita do longa sul coreano não só representa o possível início de uma nova era de visibilidade para o  cinema coreano, como também carrega um significado que impacta toda a indústria cinematográfica do país. 

Após um longo período de ditadura instaurado em 1961, que durou por 26 anos, a Coréia do Sul reinventou sua maneira de fazer cinema, abrindo possibilidades para a indústria nacional. Com a restauração dos direitos civis em 1987, o interesse pelas artes, que havia sido interrompido pela censura implantada no país, ressurgiu. A criação de leis de incentivo como cotas para filmes nacionais nas salas de cinema locais, e a implementação de cinema como disciplina escolar, fez com que o interesse nacional pela produção cinematográfica se ampliasse, facilitando a criação de um público voltado para essas obras. Com a popularização do cinema, grandes marcas como Samsung e Hyundai passaram a investir no cinema local, percebendo a ascensão da indústria coreana. 

Atualmente a Coréia do Sul é a  quinta maior indústria cinematográfica do mundo, e se torna cada vez mais presente nos festivais ao redor do planeta. 

A vitória de Parasita está envolta de significados dentro da premiação. Além da visibilidade para filmes coreanos, pode também representar uma nova era para o cinema internacional. Hollywood é o vencedor tradicional do Oscar desde a sua criação em 1929, mas isso pode estar mudando em breve!